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O ano da Justiça: 2024




O Tarot é um conjunto de 78 cartas, dividido em 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores, utilizado como um oráculo e baralho de uso recreativo e esotérico. Ele é frequentemente empregado para adivinhação e autoconhecimento, fornecendo estratégias para alcançar objetivos e elucidar o caminho, as escolhas e as atitudes de quem o procura. As cartas do Tarot são indicadores de caminhos possíveis para diversas situações da vida, e funcionam com base no princípio da aleatoriedade, onde a escolha de cartas solicitadas em um baralho revela como respostas. O Tarot é uma ferramenta de autoconhecimento que oferece opções e reflexões, não afetando o caminho exato a seguir, mas auxiliando na análise, na resolução de dúvidas e na realização de resolução.



O tarô, um oráculo e baralho de uso recreativo e esotérico, teve seus primeiros baralhos criados entre 1410 e 1430 em Milão, Ferrara ou Bolonha, no norte da Itália. As evidências atuais mostram que o tarô surgiu no século XV, mais especificamente, no centro da nobreza de Milão, Ferrara e Florença. Embora haja um número significativo de hipóteses para a origem do tarô, sua etimologia exata é desconhecida, mas acredita-se que o termo "tarot" possa vir da palavra árabe "turuq", que significa "quatro caminhos", ou do árabe "tarach ", que significa "rejeitado.

Diversas versões e reestruturações do tarot foram desenvolvidas ao longo do tempo, ampliando sua



aplicação e significados.

De acordo com a numerologia, o ano de 2024 será regido pelo número oito, que é considerado um número poderoso e de infinitas possibilidades de sucesso e riqueza. O número oito é associado ao poder, autoridade e capacidade de tomar decisões, sendo focadas questões relacionadas a esses temas durante o ano. Além disso, o número oito também está relacionado à prosperidade e ao sucesso material.



No Tarot, o ano de 2024 será regido pela Carta da Justiça, simboliza equilíbrio, decisões justas, verdade e justiça cármica. Ela nos lembra da importância de ser imparcial ao julgar e de trazer um resultado justo para todos os envolvidos. A Justiça no Tarot está associada a tomar decisões firmes e viver de acordo com as escolhas feitas, pois todas as ações têm consequências.Ela pede sabedoria e cautela nas tomadas de decisões, representando o carma em nossas vidas e alertando que todas as escolhas feitas possuem consequências futuras.A figura da mulher na carta está sentada firmemente em sua cadeira, segurando uma balança e uma espada, simbolizando equilíbrio, estabilidade e aplicação imparcial da justiça.


O ano de 2023 foi regido pela Carta do Carro, quando embarcamos na busca da autocompreensão. Em 2024 entramos no Reino do Equilíbrio., onde começamos a desempenhar um papel mais ativo e contínuo no processo evolutivo.

A Carta do Louco afirma que a Justiça é uma ilusão de ótica.



A espada de ouro que a Justiça exibe é dedicada a um propósito mais elevado que surrar os perversos. É necessário nos reconciliar com um mundo em que os trapaceiros parecem prosperar mas, acabam em um monte de esterco (dizendo de forma educada). A Justiça está gloriosamente sentada aos olhos da nossa mente, incorruptível e onisciente, pronta para nos poupar do incômodo do conflito moral julgando questões de inocência ou culpa.

A Carta da Justiça nos lembra que é necessário deixar de culpar os outros e assumir nossas próprias responsabilidades. É o momento de cortar o cordão umbilical e acabar com todo resquício de dependência infantil.

A espada da Justiça simboliza o sacrifício das ilusões e pretensões de muitos tipos. Representa o poder áureo de discernimento que nos faz escolher atravessar as camadas de confusão e imagens falsas para revelar uma verdade central. 

A Carta da Justiça requer introvisão espiritual, por isso, Aleister Crowley chamou essa carta de AJUSTAMENTO.

A contemplação da Justiça do Tarot sugere inúmeras maneiras pelas quais os opostos trabalham juntos. Os pratos gêmeos da balança existem em uma oposição amistosa semelhante em relação um ao outro.

A Justiça se relaciona com Libra através de sua antepassada Astréia, filha de Zeus e Têmis, que perambulou pela Terra durante a idade de ouro e exerceu uma influência benigna sobre a espécie humana. Entretanto, a impiedade e a violência subsequente do homem obrigaram a deusa a voltar para o céu, pois a desarmonia era contrária a sua natureza. Deram-lhe um lugar fixo nos céus como Virgem. A constelação de Virgem foi dividida mais tarde para criar os signos astrológicos de Virgem e Libra. 



A Justiça se ocupa com a beleza funcional e uma espécie de verdade que transcende a mensuração mecânica. 


“A beleza é a verdade, a verdade é a beleza…” (Keats)


A Justiça retratada no Tarot  é uma mediadora. Ela arruma os pratos da balança para ajustar-se à equação humana , pois é de sua natureza criar harmonia entre forças opostas. Ela nos diz que precisamos estar atentos ao poder de forças ocultas.


Medite sobre a imagem da carta da Justiça e deixe que seu Eu Superior e toda a sabedoria deste arquétipo depositado no inconsciente coletivo te inspire para que você possa ter um ano de 2024 harmonioso e próspero.


Fonte: Nichol, Sallie - Jung e o Tarô: uma jornada arquetípica, 2007



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