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O Orixá de 2024








O orixá que irá reger 2024 de acordo com as tradições da umbanda e do candomblé é Exu, com influência de Omulu e Oxalá em determinados momentos. Alguns líderes religiosos e tradições consideram elementos como o dia da semana em que o ano começa, a numerologia do ano e a astrologia para apontar as influências dos orixás sobre os anos. Segundo esses critérios, o ano de 2024 será regido por Exu e Omulu, com a soma dos números do ano (2+0+2+4) resultando em oito, número relacionado a Omulu em algumas situações.

Exu é uma figura significativa nas religiões afro-brasileiras como o Candomblé e a Umbanda. Nessas religiões, Exu é considerado o mensageiro entre os humanos e os orixás, e está associado à comunicação, às escolhas e à causa e efeito.

Exu também é conhecido como espírito da encruzilhada e é reverenciado como aquele que abre portas e oportunidades.

No Candomblé, um santuário dedicado a Exu normalmente fica fora do templo principal, e são feitas a ele oferendas como óleo de palma, feijão, milho e farofa.

Na Umbanda, Exu não é considerado uma única divindade, mas sim muitos espíritos diferentes, sendo algumas das versões populares Exu Caveira, Exu Tranca-Rua e Exu Mirim.

Exu também está associado ao equilíbrio e abrange a sexualidade, força e virilidade masculina. As cores associadas a este orixá são vermelho e preto.

Exu é um personagem controverso e pode ser considerado de diferentes maneiras, dependendo da perspectiva. Alguns o veem como exclusivamente mau, enquanto outros o compartilham capaz de atos benéficos e maléficos, e ainda outros enfatizam seus traços de benevolência. Ele é um Orixá trabalhador, conhecido como mensageiro e guardião dos terreiros, aldeias, cidades, casas, axé e comportamento humano. Representa a comunicação, a paciência e outras características humanas.

Na cosmovisão umbandista, Exu não representa apenas o mal, mas sim uma entidade complexa e ambígua que pode ser benéfica ou prejudicial, dependendo da situação e das situações. Existem diferentes tipos de orixás, e Exu não é necessariamente um demônio ou uma entidade negativa.

Ele pode ser visto como uma figura misteriosa, amada e temida por sua neutralidade e ambivalência

Porém, quem não tem seu lado sombra que jogue a primeira pedra.


Omulu é um Orixá da terra e do sol, sendo filho de Nanã e irmão de Obaluaiê. Ele é conhecido por ter o poder de controlar doenças, principalmente contagiosas, e é associado à cura e à estabilidade.

Omulu também é considerado o Orixá soturno e perigoso, responsável por doenças epidêmicas. É reconhecido por seu aspecto de médico das doenças e é comumente associado às imagens de São Roque e São Lázaro. Sua cor é branco e preto ou amarelo e preto, e seu elemento é a terra. As oferendas para Omulu geralmente ocorrem em locais mal iluminados, cavernas e troncos de árvores que já morreram.

Os principais aspectos de Omulu incluem um manto de palha, ele veste um grande capuz de palha que cobre todo seu corpo, simbolizando sua conexão com a terra e o sol. Ele pode ser representado com cor branca e preta ou amarela e preta, seu elemento é a terra.

Para realizar um banho mágico em homenagem a Omulu, você deve usar 13 folhas de arruda macho, 13 folhas de arruda fêmea, 13 petiscos de margarida, água pura, coco, vinho doce, mel, pipoca e sal grosso.

Oxalá é uma divindade do panteão africano, principalmente da religião iorubá, e é considerado o



maior e mais respeitado de todos os orixás. Ele está associado à paz e simboliza a criação do mundo e da humanidade. No Brasil, Oxalá é uma figura importante nas religiões Candomblé e Umbanda, onde muitas vezes é sincretizado com Jesus Cristo. Sua cor é branca e seu dia de culto é sexta-feira.

Devo confessar que essa pesquisa não foi fácil, poia há nomes diferentes para o mesmo orixá e este não é um assunto que eu domino. Na minha pesquisa encontrei informações diferentes. Então, se errei em algum tópico, inicialmente, perdoe a minha ignorância. Depois, por gentileza, me corrija, amorosamente, nos comentários. Combinado?

Prosseguindo, o que se fala é que a liderança espiritual será compartilhada entre Exu/Bará e os representantes do Trono da Geração, Iemanjá e Omolu, em conjunto com Obaluaiê.





Iemanjá, também conhecida como Yemanjá, é uma orixá feminina das religiões Candomblé e Umbanda, considerada mãe de quase todos os orixás. Seu nome tem origem no idioma africano yorubá, sendo o termo "Yéyé Omó Ejá", que numa tradução literal seria algo como "mães cujos filhos são peixes". Ela é cultuada tanto na umbanda quanto no candomblé e é considerada a sombra do rio que deságua no mar, sendo uma protetora dos pescadores e a mãe dos adultos e dos orixás. Iemanjá é celebrada em 2 de fevereiro, e nesse dia acontecem festas e rituais em sua homenagem, com milhares de pessoas trajadas de branco fazendo procissões e deixando presentes que vão para o mar. Ela é conhecida como a padroeira dos amores, a quem recorrem os apaixonados, e é também o arquétipo da maternidade, associada à fertilidade feminina e à vida. Sua importância cultural e social cresce na sociedade brasileira, sendo frequentemente representada em novelas, músicas e festividades populares. Aqui em Saquarema, cidade onde moro há uma celebração a Iemanjá em 02 de fevereiro, que já integra, oficialmente, o calendário da cidade.


O mais importante é compreender que o ano terá uma temática de equilíbrio, como mencionado no post anterior.

A jornada será de busca interior , transformações com respeito ao próximo, o aprimoramento espiritual, equilíbrio entre merecimento e reciprocidade espiritual.

Mesmo para aqueles que não congregam com religiões de matrizes africanas, o conhecimento e a reflexão para o auto burilamento são sempre importantes. A espiritualidade é uma só, porque somos parte do Todo e procedentes da Fonte, do Um.

Inspire-se na mensagem que está sendo passada e viva da melhor forma possível com amor e respeito.

Feliz ano novo!






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