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Quem precisa de Psicólogo?


Será que todo mundo precisa de Psicólogo ou qualquer outro tipo de terapia?

Na minha opinião a resposta é não.

O psicólogo, com sua escuta clínica e postura neutra, como deve ser, trabalha como um espelho para o paciente, apontando, sinalizando, pontos cruciais do próprio conteúdo trazido pelo paciente, além de possibilitar momentos catárticos, onde o paciente descarrega emoções, que sozinho não conseguiria fazê-lo, e da mesma forma, auxiliando o paciente a organizar seus pensamentos. Esse seria um breve resumo do importante papel deste trabalho tão difícil e importante que é desempenhado pelo profissional de Psicologia.

Já o terapeuta, aquele holístico, dentro de uma imensidade de especialidades, conhecimentos, ferramentas, abordagens... funciona como um facilitador de um processo qualquer demandado.

Seja a terapia holística ou a psicológica, ambas em seus amplos aspectos se reduzem, se assim posso dizer, a um caminho de auto conhecimento.

E por qual motivo afirmo que nem todo mundo necessita de psicólogo ou terapeuta ? Porque acredito que, sim, é possível percorrer esse caminho de autoconhecimento, de busca interior por si mesmo. Sim. É possível.

Isso não significa que seja mais fácil, mais barato ou menos indolor.

O importante a ser destacado é que , se alguém busca esse caminho, essa difícil e complexa jornada de interiorização, de um posicionamento mais auto direcionado no mundo, de deseja expandir sua consciência, com ou sem auxílio de psicólogo, terapeuta, xamã, sozinho, seja lá como for, é essencial um enorme e verdadeiro comprometimento com esse processo.


Em vinte e sete anos de estrada clínica tenho visto diversas pessoas que procuram o processo terapêutico, como uma forma de validação social ou por motivos e vontades externos. Alegando auxílio em processos emocionais dolorosos, buscam bodes expiatórios, culpados por sua dor, motivos desesperados para sua própria inércia e nenhuma vontade de mudança. Esforço algum de se escutar, enxergar ou refletir sobre suas próprias dores.

Quando confrontados a deixar de perseguir soluções mágicas, externas, heróis outros, passam a combater o profissional como o grade vilão, demonizando todo um trabalho, técnica, conhecimento. Muitos, buscam na terapia o que só a religião pode lhes dar. Ora, sem querer desprezar qualquer religião, respeito todas. Mas é preciso fazer uma escolha. Se acha que no terreno religioso irá se encontrar, aliviar sua dor, pois , que assim seja. Porém, se saiu do escopo religioso, comprometa-se com o processo, tome a responsabilidade de sua vida, suas alegrias e suas dores nas suas mãos. Seja seu próprio herói. Resgate a si mesmo.

O psicólogo ou terapeuta é considerado nesses casos como um devorador de pecados. Mas não são. São profissionais treinados, com escuta especializada, são facilitadores, educadores emocionais para aqueles que estão comprometidos com o processo de auto libertação.

É esta minha nova postura profissional. Me retiro do papel de devoradores de pecados, de escuta confissionária de lixo interno alheio, sem o devido comprometimento, auto comprometimento, responsável por seu próprio processo de despertar.

Sem abrir mão de nenhum conhecimento adquirido na prática clínica da Psicologia, me declaro educadora emocional. Facilitadora de processos de identidade e interiorização. Essa atuação será desenvolvida com o máximo de neutralidade, com ética e respeito a sua existência.


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