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Todos são felizes no Natal...Será?




Músicas natalinas ...Simone cantando, " Então é Natal" por toda parte, comércios lotados e preocupações do tipo , que roupa usar, presentes, reforma da casa, pra onde eu vou, quem vem... ufa! É uma grande maratona, isso eu tenho certeza. Porém, todos são felizes e animados no Natal?




Eu amo filme de Natal. Daqueles onde tem Papai Noel, romance e muitos "milagres", onde todos são felizes no final, até os vilões. Minha animação fica por aí, já que o Natal é basicamente uma festa religiosa, Cristã. É a celebração do nascimento de Jesus Cristo, lembra? Uma casal, no deserto, um bebê que nasce em uma estribaria, três Reis Magos, estrela de Belém, etc. Será? Se o Natal é uma comemoração religiosa, Cristã, onde entram o Papai Noel, duendes, pinheiro e todos os outros símbolos que são tão concorridos nessa época?


A gente já sabe do grande consumismo que o Natal se tornou, mas o que muitos desconhecem é a origem dessa festa que foi tomada pelo cristianismo. As origens dessa festa vem de tempos anteriores ao nascimento de Jesus. Uma celebração pagã e já te explico, tenha calma!




O Natal acontece em dezembro por conta do solstício de inverno no hemisfério norte, entre 21 e 22 de dezembro. É justamente quando ocorre a noite mais longa do ano, em uma vitória simbólica do Sol contra a escuridão. Na verdade, o Natal é uma celebração ao Sol. Uma época de poder sobrenatural onde vários ritos são realizados, como por exemplo, de fertilidade, festivais relacionados ao fogo e oferendas aos deuses. Ah, e tem também um festival que era popular entre os antigos romanos, chamado Saturnália, uma grande festa com troca de presentes. Contudo, a Saturnália era mais animada que o nosso Natal, porque além de presentes, eram trocados papéis sociais, um pouco parecido com o nosso Carnaval.


Aquele imperador, o Constantino, que consolidou o cristianismo na religião de Roma, o mesmo do concílio que escolheu o que deveria constar na bíblia sagrada ou não, ele determinou que o Natal cristão deveria ser em 25 de dezembro como forma de aproveitar que o povo já celebrava o Nascimento do Sol Invicto, agora celebraria o Nascimento do Cristo. Ou seja, tudo Divino. Um homem bem prático, não é mesmo?


E Jesus nasceu quando? Isso é um mistério já que os evangelhos relatam a vida adulta de Jesus. Inclusive, os historiadores consideram a história dos três reis magos uma epifania, que Gaspar, Baltazar e Belchior teriam a função de dar um reconhecimento de Jesus como descendente da linhagem de Davi como rei e como deus.


O Natal no oriente é comemorado entre 6 e 7 de janeiro. Isso se relaciona com a diferença entre os calendários juliano e gregorianos e com a suposta epifania descrita acima. Essa história de presentes, é posterior já pelo século XII.




Onde entra o Papai Noel nisso tudo?


O Parlamento britânico, simplesmente, proibiu o Natal em 1644. Eles eram protestantes puritanos e afirmavam que o Natal era uma festa pagã. E era mesmo, mas proibição não é muito legal, a gente sabe e tudo que é proibido toma um gostinho de ... Bem, voltando para o que importa, em 1660 eles liberaram o Natal novamente. Esses puritanos foram os mesmos que colonizaram a América do Norte, e lá, em Boston eles proibiram a festa, mais uma vez até 1681. Contudo o apelo do Natal parece ser meio irresistível . Eles queriam celebrar, mas queriam fazer diferente dos católicos. Foi então, que eles buscaram a figura de um velho santo, o São Nicolau para os holandeses e Santa Claus para os novos americanos. O bom velhinho provém da lenda turca de um santo que ressuscitou três crianças assassinadas. Ou seja, já faz uma conexão com a infância. De repente, a cultura americana começou a se espalhar pelo mundo e você pode imaginar o resto.


A árvore de Natal... os americanos também beberam de águas de além mar para essa tradição, dessa vez, não tão longe. Foi Martinho Lutero que começou com essa tradição.

Já o primeiro presépio foi São Francisco de Assis quem fez em 24 de dezembro de 1223.


Mas Cris, o que isso tem com o assunto principal? Tudo. Muitas pessoas ficam extremamente sensíveis nessa época, justamente por viver distante do apelo religioso e comercial da data. As pessoas se sentem sozinhas, abandonadas e até tristes por falta de acesso a grande noite mágica, de mesa farta e muito bem decorada como nos filmes e propagandas massificados pela grande mídia . Como eu acredito que o conhecimento liberta, trago esse breve relato da origem da celebração Natalina. Talvez, compreender de onde saiu esse apelo, possa ajudar algumas pessoas a racionalizar mais e se magoar menos. Acredite, fui uma dessas crianças que ficou aguardando o Papai Noel por muitos anos, sem sucesso.




Para quem é religioso, meu conselho é, siga a sua tradição religiosa, deixa todo o resto de lado. Muitas igrejas promovem uma experiência coletiva na noite de Natal, onde é impossível ficar sozinho e a ceia é partilhada por todos, em custo inclusive. Apoie-se na sua fé!


Já quem não faz parte de religião alguma, o conhecimento é sua porta de saída da cultura consumista que se instaura nesse momento. Abra mão da tradição, esqueça os presentes e aves caras e seja feliz em janeiro quando tudo estará em liquidação!


Mas se você é louco pelo Natal, da mesma forma, seja feliz! Depois é só dar uma freada nas compras para conseguir pagar todo aquele gasto no cartão de crédito. Não importa! Vou te ensinar um mantra pra você já ir fazendo e recebendo do Universo.

"Tudo vem a mim com facilidade, alegria e honra."


Deixe a tristeza de lado e viva as memórias, as saudades e tudo mais que a época lhe causar da forma mais leve que conseguir. Aproveite o momento e se perdoe. O auto perdão é libertador. Perdoe. O perdão é libertador. Perdoe por amor a você mesmo. Se isso tudo falhar, meu amigo, eu te indico meu Programa de Educação Emocional. Aproveita que está de bobeira e faça uma visita no site para conhecer a proposta.



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1 commentaire


Soraia Maurilio
Soraia Maurilio
18 déc. 2023

Eu amo Natal, tenho muitas memórias boas. O consumismo só atrapalha. Realmente, conhecer todos esses elementos que convergiram para o surgimento da celebração do Natal é muito bom para podermos ter uma boa relação com a data independente das circunstâncias.

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